segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As principais funções de um presidente de um clube de futebol

Existem inúmeras definições sobre o que é a liderança e como um presidente a pode exercer e ser encarado como um líder. No entanto, a liderança pode ser exercida dentro de uma associação/empresa/clube que é constituída por um grupo de pessoas com determinadas responsabilidades, mas também pode ser exercida por alguém, nomeado ou não, com vista à obtenção de determinados objetivos comuns específicos. Neste sentido, sendo um clube de futebol encarado como uma associação, o seu presidente terá de ser o seu líder, pois é a ele que os restantes funcionários do clube (treinadores, jogadores e adeptos ou simpatizantes) se dirigem quando pretendem resolver assuntos relacionados com o clube.
 O presente artigo pretende dar a conhecer as principais funções de um presidente de um clube de futebol, bem como indicar como este se deve relacionar com os treinadores, jogadores e comunicação social.

1. Apoiar o trabalho da equipa técnica

Para exercer esta função da forma mais correta e eficaz, o presidente de um clube de futebol deve procurar acompanhar, estimular, orientar e apoiar o trabalho dos seus treinadores e dos seus jogadores, com idas regulares ao local de trabalho destes, neste caso o campo de treinos de futebol. Este tipo de função permite que o presidente do clube de futebol estabeleça uma relação de maior proximidade com a sua equipa de trabalho.

2. Avaliar o desempenho dos funcionários do clube

Esta função permite ao presidente do clube de futebol analisar o desempenho quer dos seus treinadores, quer dos seus jogadores nas suas respetivas funções. Para tal, deve procurar criar um ambiente de diálogo com a sua equipa, para que se possa proceder à correção e redefinição dos objetivos propostos inicialmente, se necessário.

3. Cumprir com os deveres do clube

Deveres para com o clube, obrigações profissionais, atividades desportivas e culturais. O presidente de um clube deve procurar alcançar um equilíbrio entre o que são os seus deveres e as obrigações profissionais para com o clube, e a prática de atividades desportivas e culturais. Sendo presidente de um clube de futebol, deve também motivar e estimular a prática de outras modalidades desportivas, para que desta forma consiga atrair outro tipo de massa associativa ao clube, isto é, pessoas interessadas em assistir a outras modalidades desportivas.

4. Instituir um gabinete de comunicação eficaz

O presidente de um clube de futebol deve exercer um controlo sobre os seus treinadores, jogadores e comunicação social, no sentido de os alertar para que certos comentários, opiniões e atitudes podem denegrir a imagem de um clube de futebol.

5. Estabelecer um clima de diálogo entre todas as partes

A forma como um presidente de um clube de futebol se relaciona com os seus liderados (treinadores, jogadores e comunicação social) é de extrema importância para as funções que desempenha. Este deve procurar criar um clima de diálogo entre estas diferentes partes, deve exigir delas o que tiver de exigir com vista a obtenção dos objetivos propostos inicialmente para o clube de futebol, da forma mais eficiente e humana possível, para que em conjunto todas as partes envolvidas atinjam os seus objetivos e potencial, alcançando desta forma os resultados pretendidos para o clube de futebol.

terça-feira, 29 de julho de 2014

As principais vantagens e desvantagens em ver um jogo de futebol nos camarotes

Vamos analisar de forma simples e sistemática as vantagens e desvantagens em assistir aos jogos de futebol a partir de um camarote. Depois de analisar, deverá fazer a sua escolha consciente. Comecemos por ver uma pequena e incompleta lista das vantagens. Ela é incompleta porque todos nós conhecemos sempre mais alguma que podemos acrescentar, dependendo do tipo de pessoa que somos, das nossas necessidades e, fundamentalmente, do estádio a que o camarote pertence.

Vantagens em ver um jogo de futebol num camarote

1. A privacidade

Poder ver o jogo tranquilamente e no estádio. Imagine que a esposa adepta está grávida de 9 meses que não quer perder o jogo ou o bebé recém-nascido já vai ao estádio! Na privacidade do camarote poderá sentir todas as emoções do jogo e estar tranquilamente a fazer apostas desportivas no tablet ou no smartphone. Além disso, poderá gritar pela sua equipa as vezes que quiser.

2. O conforto

Os camarotes oferecem conforto para que possa assistir ao jogo de forma agradável. Independentemente de ser no estádio de um clube grande, como o Benfica, Porto ou Sporting, ou pequeno como o Paços de Ferreira ou Arouca, muitos deles têm assentos muito confortáveis e até outros serviços especiais como televisão com canais pagos, serviço de buffet, entre outros fatores.

3. A possibilidade de estar em família

Outra fantástica vantagem do uso dos camarotes é poder ver o jogo com a família e com os amigos. Alguns albergam muitas pessoas e pode ser uma excelente ideia para ter uma reunião ou para celebrar um aniversário de adeptos mais ferrenhos.

4. Os serviços personalizados

Alguns camarotes oferecem serviços de atendimento personalizado de acordo com as necessidades dos clientes. Imagine que tem crianças que ainda não conseguem acompanhar o jogo durante todo o tempo. Alguns camarotes podem disponibilizar serviços com monitores para acompanhar as crianças. Outros oferecem um serviço de buffet para consumir durante o jogo ou possuem acessos especiais a serviços de catering. Poderá ainda contar com instalações sanitárias mais privadas e exclusivas para os clientes dos camarotes.

5. A segurança

Esta é uma vantagem muito especial a ter em conta, especialmente quando os jogos são de elevado risco. É uma clara vantagem do camarote.

Desvantagens em ver um jogo de futebol num camarote 

1. A falta de emoção

Ver um jogo da equipa de eleição num estádio de futebol, rodeado de torcedores que vibram a cada jogada é uma emoção mais sentida nas cadeiras comuns de um estádio do que num camarote. Poder trocar ideias e comentários com adeptos que não conhecemos de lá nenhum mas que defendem o clube da mesma forma que nós, só mesmo na bancada.

2. A visão do estádio

Ao optar por um lugar fora do camarote, poderá sempre ter a opção de escolher a partir de onde quer ver o jogo.

3. Os recursos financeiros

Um bilhete para uma partida de futebol é muito mais económico do que um passe de camarote.

4. O facto de ser um desporto praticado ao ar livre

O futebol é um jogo praticado ao ar livre, logo, assistir ao mesmo no interior de um camarote faz com que se perca a emoção do verdadeiro jogo!

5. A distância

Ver um jogo com outras pessoas, mesmo que desconhecidas, tem um quê de partilha que se perde aquando do uso dos camarotes. Normalmente, estes locais oferecem uma visão mais distante do relvado.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Como integrar um jovem no plantel principal de uma equipa de futebol

Por que motivo é que os jovens que provaram a sua técnica em divisões inferiores, ao subir à equipa profissional não conseguem desenvolver o seu talento? Será fruto do acaso, ou do azar? Com certeza não! Este artigo tratará o que deve ser feito por parte dos jogadores profissionais e das comissões técnica e física para que os jovens oriundos das divisões de base cheguem ao profissional com plenas condições de desenvolverem seu talento.
É duro para o jogador júnior emergir à equipa profissional por vários fatores, desde sua maturidade particular aos fatores fisiológicos. Por conta disso, a transição exige um planejamento bem elaborado. Enfim, vamos aos pontos:
  1. A comparação tática entre o profissional e o júnior deve ser feita de modo a evitar que o atleta ao chegar à equipa profissional tenha algo em comum a ser repetido. Ou seja, ele já tem a vivência tática da equipa e isso é menos uma questão a se preocupar.
  2. A parte física deve ser tratada cientificamente, tendo o clube um banco de dados único com as informações fisiológicas de cada jogador, desde o iniciado até o profissional. A preparação física dos jovens deve ser feita através de uma evolução de todas as aptidões físicas dos atletas. Nos juniores, os jogadores já têm de estar em situação física parecida com o da equipa principal. Com isso, os atletas aproveitados na equipa principal não sentirão diferenças com relação às cargas de trabalho superiores ao costume, isto evita lesões e os equipararia aos profissionais neste aspeto.
  3. No âmbito nutricional também é importante um banco de dados padronizado. O histórico de todos os jogadores já estará registado nele. A alimentação dos atletas deverá ser tratada por uma mesma equipa de nutricionistas, o que equiparará a filosofia nutricional do clube, bem como evitará custos desnecessários.
  4. A medicina do clube também deve ser padronizada. Uma única equipa médica a cuidar do plantel de atletas de todo o clube conhecerá todas as reações clínicas e o cansaço dos atletas desde cedo, tendo condição de agir em cada atleta de maneira específica.
  5. O aspeto psicológico, talvez seja o mais importante para o bom rendimento do jovem no futebol profissional. Esses jovens que pretendem dar orgulho a suas famílias (muitas vezes distantes) precisam ser assistidos de maneira a evitar possíveis problemas com uma fama repentina e a rápida ascensão.
  6. A troca de experiências entre profissionais e juniores deve ser praticada e estimulada, seja por meio de palestras periódicas, em refeições diárias ou em momentos de lazer da equipe.
  7. O período de adaptação deve ser estimulado com treinos em conjunto, coletivos entre os profissionais e os amadores e musculação conjunta. Sempre que um atleta específico estiver na iminência de se profissionalizar, é bom um convívio maior desse atleta com a equipa profissional, convivência que deve ser dada em viagens e treinos. Jamais um atleta deve ser lançado à equipa profissional por pura necessidade.
Como dito anteriormente, não é uma tarefa simples realizar esse momento de transição sem perdas para o atleta e para os clubes. Alguns clubes no país já seguem esse modelo de gestão das divisões de base. O maior exemplo, o Barcelona, vem extraindo resultados fantásticos revelando, a cada ano, novos jogadores de altíssimo nível.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A importância da conferência de imprensa no final dos jogos de futebol

A conferência de imprensa é o momento fundamental de contacto entre os membros do grupo de trabalho de um clube de futebol e os jornalistas. Normalmente, a conferência de imprensa verifica-se no final dos jogos mas pode ocorrer sempre que o clube entenda que há motivo suficiente para a sua realização.
Neste artigo referimo-nos mais especificamente àquela que se realiza no final de um desafio. Trata-se um momento capital para, entre outros assuntos, abordar os aspetos mais importantes do contexto em que decorreu o jogo e da forma como o mesmo se desenrolou. De entre esses assuntos, podemos destacar os seguintes:
a) Assegurar a transparência na leitura e interpretação dos resultados;
b) Transmitir aos diversos agentes envolvidos as expectativas em relação aos jogos seguintes;
c) Constrangimentos e obstáculos sentidos no decurso do jogo;
d) Interpretação e avaliação do trabalho da arbitragem;
e) Reação do grupo de trabalho face ao comportamento e atitudes do público;
f) Avaliação do trabalho dos jogadores por parte da equipa técnica;
g) Informação a prestar aos representantes da comunicação social sobre ausências, impedimentos ou lesões de jogadores.
Normalmente, o porta-voz do grupo de trabalho é o treinador principal porque é aquele que se encontra mais bem colocado para se referir a todos estes assuntos. A equipa pode até ter sido a favorita na realização de apostas online ou na apreciação global da comunicação social, mas ter perdido o jogo. Dessa forma, cabe ao treinador dissecar todas as condicionantes do respetivo jogo.

Os principais destinatários das conferências de imprensa

A conferência de imprensa, embora se dirija aos jornalistas, tem normalmente 3 destinatários preferenciais:

A comunicação social

Obviamente, há uma componente informativa, de modo a que a mensagem a transmitir ao público vá de encontro àquilo que o clube pretende transmitir, ou seja, que não ocorram interpretações incorretas ou prejudiciais ao interesse do clube.

Os adeptos

Para além da componente informativa, a conferência de imprensa procura envolver os adeptos em termos emocionais, levando-os a aceitar a derrota com a maior naturalidade possível e entusiasmando-os, elevando o dinamismo do seu apoio em caso de vitória.

Os jogadores

Qualquer treinador de um clube profissional procura utilizar a conferência de imprensa como uma forma de motivar os seus jogadores, visando desde logo os jogos que se seguem, ou então tentando recuperar psicologicamente a equipa e cada um deles, quando os resultados não são os melhores.
Para além destes assuntos e destes destinatários bem definidos é muito importante ter em conta que, regra geral, nas conferências de imprensa há sempre mensagens ocultas, ou seja, mensagens que não se enunciam diretamente mas que se pretende fazer passar de forma subliminar ou mais ou menos velada. É o que acontece quando o treinador dá a entender as necessidades da equipa em termos de reforços, quando procura justificar os insucessos com alterações verificadas no plantel ou então quando, como é infelizmente usual, se refugiam em hipotéticos erros de arbitragem.
Em jeito de conclusão, podemos afirmar que na interpretação a fazer de uma conferência de imprensa há sempre necessidade de, para além de analisar os dados concretos e informações prestadas, procurar “descodificar” todas essas mensagens veladas, ditas de forma muitas vezes indireta. Mesmo assim, os treinadores que conseguem melhores desempenhos nestas conferências e, portanto, que conseguem transmitir da melhor forma as suas mensagens, são aqueles que mais facilmente usam a comunicação oral, desenvolvendo a capacidade de expressão de forma direta e objetiva, como é o caso do técnico português José Mourinho.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Como atribuir a titularidade a um guarda-redes de futebol

O guarda-redes é o elemento da equipa com um perfil mais específico. As suas funções diferem das de todos os outros. Dentro de campo, ele tem uma tarefa deveras ingrata: ele é o único cujas falhas não podem ser colmatadas pelos colegas, a não ser em situações muito raras e específicas. Por esse motivo, para o guarda-redes, uma falha num momento crucial pode colocar em causa toda uma época.
Se é verdade que esta situação o coloca numa situação de fragilidade, não é menos verdade que isto lhe confere uma importância crucial. Por isso, a decisão do técnico ao colocar em campo este ou aquele guarda-redes é uma decisão crucial e de suma importância.
Mas, afinal, que critérios são seguidos para definir essa escolha?
Podemos apontar seis critérios especificamente técnicos, além de um sétimo critério, que tem mais a ver com o momento psicológico do guarda-redes numa determinada ocasião.
Assim, os critérios fundamentais que definem o grau de competência de um guarda-redes e que devem determinar a sua titularidade são os seguintes:

1. Rapidez de reflexos

Este é o aspeto que define, logo no início da carreira, de forma mais decisiva, o grau de competência de um guarda-redes; trata-se da rapidez inata com que o guardião reage ao percurso da bola depois de ter sido batida por um adversário na direção da baliza. O tempo de reação deve ser o mais baixo possível, como é óbvio.

2. Agilidade

De pouco valerão os reflexos se o guardião não se movimentar com agilidade na direção da bola. Esta aptidão depende muito do treino físico e da forma como ele é orientado.

3. Capacidade de liderança do setor defensivo

O guarda-redes é o elemento da equipa que se encontra mais bem posicionado para ver e analisar o comportamento dos defesas e o seu posicionamento do terreno. Por esse motivo, ele deve ser a voz de comando no posicionamento da defesa.

4. Jogo com os pés

Este é um aspeto cada vez mais importante no futebol atual; a tendência crescente para um esforço de ocupação eficaz dos espaços faz com que os jogadores tenham uma crescente necessidade de jogar com o guarda-redes. Ele deve, portanto, ser capaz de atuar como se de um “libero” se tratasse, desenvolvendo a capacidade de domínio de bola com os pés.

5. Eficácia na saída aos cruzamentos

Muitos excelentes guarda-redes revelam esta lacuna, a dificuldade de medir corretamente o tempo de saída à bola perante os cruzamentos e também o espaço a ocupar aquando dessas saídas. É muito comum que os golos surjam devido a saídas extemporâneas dos guarda-redes perante os cruzamentos, pelo que este deve ser um dos aspetos centrais do seu treino.

6. Visão de jogo na reposição da bola

Em muitas situações de jogo, o guarda-redes é o primeiro elemento a lançar o ataque; ele é também o único elemento da equipa que vê o campo todo, pelo que a capacidade de reposição rápida e eficaz da bola deve também ser um critério a ter em conta ao atribuir a titularidade a um guardião.

7. O momento psicológico do atleta

No entanto, como dissemos, a escolha do guarda-redes titular depende muito do momento psicológico do atleta; a importância da sua posição faz com que a pressão psicológica seja enorme, pelo que este aspeto acaba muitas vezes por ser determinante na escolha.
Assim, a confiança e motivação reveladas pelo atleta podem tornar-se mais importantes do que a sua competência técnica. Da mesma forma, é fundamental que o atleta mantenha uma permanente humildade e capacidade de aprendizagem de forma a nunca diminuir os índices de intensidade do treino e para que a motivação para a progressão seja permanente.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O que é um jogo de alto risco

Um jogo de alto risco é uma partida de futebol em que são necessárias medidas de segurança excecionais, em conformidade com a legislação e com determinados regulamentos específicos.
A nível nacional, as medidas a implementar são estabelecidas pela lei geral e regulamentação proveniente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e Liga Profissional de Futebol (LPF).
A nível internacional, o enquadramento legislativo é estabelecido pela lei geral de cada país, leis e regulamentos comunitários no âmbito da União Europeia e federações nacionais dos respetivos países.
Na maior parte das vezes, este tipo de jogos é alvo de uma vigilância policial apertada, podendo até ser estabelecidas normativas especiais, relacionadas com diversos fatores de organização, como por exemplo: restrição de acessos, limitação de bilhetes emitidos, vigilância mais rigorosa no estádio e nas suas imediações, separação de adeptos das duas equipas, presença de forças policiais entre os adeptos, entre outros aspetos.

Que fatores contribuem para que um jogo seja considerado de alto risco

A importância do jogo em termos de competição

Normalmente trata-se de um jogo determinante para atribuição de um troféu ou até decisivo para o escalonamento das equipas numa determinada classificação. No entanto, há jogos que são sempre de alto risco mesmo que o resultado não seja determinante. Isto acontece porque há outros motivos para o alto risco.

A rivalidade existente nos dérbis

Os jogos entre equipas da mesma cidade ou região (dérbis) como por exemplo os desafios entre o AC Milan e o Inter; Manchester United e Manchester City; Roma e Lazio; Sevilha e Bétis, entre outros, são exemplos flagrantes de jogos de alto risco. Isto acontece porque não existem favoritos nas apostas e por existirem tradições de rivalidade desportiva. Muitas vezes, a esta animosidade juntam-se fatores de ordem social, uma vez que alguns clubes são tradicionalmente ligados a grupos sociais específicos.

Jogos entre equipas com claques de apoio reconhecidamente violentas

Todas as pessoas ligadas ao futebol sabem que há clubes cujas claques são reconhecidas internacionalmente pelo perigo que representam em relação à ordem pública. Muitas vezes, o consumo de álcool ou até de drogas entre esses membros provoca fatores de risco acrescido, tornando-se necessário a tomada de medidas verdadeiramente excecionais a rodear tais desafios.

Jogos entre equipas representativas de países com claras divergências políticas

Nesta situação específica encontram-se os clubes provenientes da antiga Jugoslávia, que continuam a alimentar profundas rivalidades entre si. Nestes casos, o futebol é muitas vezes encarado como um meio de expressar tais divergências, podendo um desafio redundar em confrontos muito violentos.

Fases de grande convulsão política e/ou social

Um exemplo desta situação aconteceu recentemente no Egito, na fase de transição que se seguiu à queda do regime político vigente. Nestes casos a ação das forças policiais torna-se especialmente difícil, pois os motivos de contestação são muito profundos e as rivalidades ao nível do futebol constituem apenas um pretexto para a violência.
Em jeito de conclusão, pode-se afirmar que os jogos de alto risco podem ocorrer por motivos intrínsecos ao futebol, como a importância decisiva de determinadas partidas, mas as mais graves ocorrências e os jogos que exigem um maior esforço de segurança são aqueles em que o futebol serve de palco a outros conflitos, mais ou menos latentes na sociedade.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A importância das claques no futebol

Atualmente, o futebol assume-se como o desporto mais praticado do globo e movimenta milhares de pessoas de todas as idades. Trata-se de uma assistência única que procura experienciar emoções fortes, assistir a bons espetáculos e, acima de tudo, torcer pela sua equipa do coração. Porém, dentro destes milhões de espetadores, existem grupos de adeptos, em menor número, que são mais efusivos e vivem as emoções de forma mais intensa: as claques de futebol. Conheça a importância das claques no futebol e saiba como é que elas apoiam os respetivos clubes.

Conceito, missão e importância

As claques definem-se como um conjunto de adeptos que acompanham e apoiam regularmente a sua equipa de eleição. Elas assistem aos jogos da equipa (fora e em casa) e revelam-se uma parte fundamental do clube. De facto, são durante os jogos que estas mais se manifestam, uma vez que apoiam o clube através de cânticos e materiais de índole diversa que incluem bandeiras, estandartes, diferentes instrumentos musicais, em especial de percussão, e cartazes com mensagens de apoio ao clube ou mesmo dirigidas aos dirigentes e restante massa adepta: do seu clube e do adversário. As claques apoiam incondicionalmente a equipa de forma permanente ao longo da partida nos momentos de maior e menor intensidade do jogo e é neste aspeto que reside a sua principal importância, pois são o principal motor de apoio à equipa, incentivando e arrastando a sua efusividade à restante massa adepta.

Alcance e influência

As claques são a principal face da massa apoiante e, de uma forma geral, procuram representar todos os adeptos. A sua  influência no futebol é tão grande que, por vezes, chega a influenciar as decisões da classe dirigente. Também é de realçar que a insatisfação das claques para com determinado treinador acaba muitas vezes por condicionar a sua saída do clube. Por outro lado, a sua simpatia por um jogador específico pode, em certos casos, levar o treinador a apostar nesse jogador e coloca-lo em ação e a sua entrada levanta a energia dos adeptos no estádio e, consequentemente, o ânimo da equipa no terreno.

Claques organizadas e não organizadas

As claques diferem umas das outras pelo seu vínculo oficial ou não oficial com o clube que apoiam. Existe um grande número de claques que não têm este vinculo e que, portanto, não são vistas pelo clube como claques oficiais. No entanto, estas claques acabam por possuir a mesma importância e influência que as oficializadas até porque muitas vezes chegam a reunir um maior número de membros. Por outro lado, os clubes que possuam claques deste tipo podem muitas vezes ser alvo de multas, uma vez que para a autoridade é mais fácil que cada claque esteja devidamente declarada de forma a ser identificada com uma maior facilidade.

Confrontos e polémica

Os membros das claques veem o clube como uma extensão de si próprios. Para eles faz parte do seu ser fazer parte daquela organização. Este facto desenvolve em cada membro um sentimento de maior diferença e menor identificação para com as claques e torcedores adversários. Assim, nos momentos de maior tensão e intensidade, dão-se muitas vezes confrontos verbais para com as claques adversárias.
Estes confrontos já passaram muitas vezes do plano verbal para o físico, criando disputas que levaram a feridos e mesmo a óbitos. Todos os confrontos registados pelas claques acabam invariavelmente por penalizar os clubes torcedores, em especial através da atribuição de multas pesadas. Já ocorreram também confrontos entre as claques e as forças de autoridade. No entanto, e apesar destas situações serem esporádicas, a claque - no seu sentido mais amplo - vai muito além destas situações, sendo que a sua presença nos estádios não deve ser conotada como violenta. Afinal de contas o seu objetivo principal é apoiar o clube.
No fundo, as claques de futebol vão muito mais além dos meros casos esporádicos de violência, uma vez que elas se assumem como o principal colorido de um estádio, revelando-se os verdadeiros promotores da verdadeira festa do futebol no seu estado mais puro. A sua dinâmica é parte essencial deste desporto e continuará a sê-lo enquanto o futebol for parte do contemporâneo social actual.